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CÔYSAS DA PAIXÃO [Capítulo #5] – Mudança de Número



BALNEÁRIA: Dona Côysa, a senhora me chamou? Tentei ligar pra senhora…

DONA CÔYSA: Chamei sim, Balneária! E é pra resolver, justamente, o problema que me levou a deixar o celular desligado.

BALNEÁRIA: Como assim?

DONA COYSA: O… o meu namoradinho de adolescência me ligou.

BALNEÁRIA: JESUS MARIA JOSÉ!!!!! =O

DONA CÔYSA: Agora eu preciso trocar de número. Imediatissimamente.

BALNEÁRIA: Eu juro que não tenho nada a ver com isso, Dona Côysa! Jamais daria seu número a um estranho!

DONA CÔYSA: Isso é o de menos agora. E pode ficar tranquila que não quero sua demissão.

BALNEÁRIA: Ufa!

DONA CÔYSA: Eu só quero é acabar de vez com essa encheção de saco!

No outro dia…

Dr. João Alcaçuz Dinheireri Vaz de Lima tem um encontro matinal com seu pai, o quatrocentão José Roberto Dinheireri Vaz de Lima. Entediado, e às vésperas de ver seu filho se casar novamente, Seu José Roberto decide abrir o jogo com seu filho…

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Você vai se casar mesmo com aquela desclassificada?

DR. DINHEIRERI: Papai!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Eu estou preocupado!

DR. DINHEIRERI: A Côysa não é uma desclassificada.

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: É sim! Eu tenho faro especial pra desclassificada!

DR. DINHEIRERI: Onde o senhor quer chegar?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Homens da sua idade não se casam com mulheres desclassificadas. A não ser que elas sejam jovens e jeitosinhas.

DR. DINHEIRERI: Se uma feminista ouvir o senhor, perdemos nossas cabeças…

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Eu estou falando sério, João! Você só tem até amanhã pra evitar essa patacoada que só vai trazer dor de cabeça pra sua vida!

Dr. Dinheireri fica pensativo. Não dá nem tira razão de seu pai.

Enquanto isso, na costureira.

DONA CÔYSA: Depois dessa última prova, acho que encerramos por aqui. Né?

COSTUREIRA: É. A não ser que eu termine de costurar quando a senhora estiver entrando na igreja.

[TUIM!!!]

DONA CÔYSA: AAAAAAAAAAAAI, SUA DESASTRADA! Vai agulhar a bunda de outra!

COSTUREIRA: Me desculpe, Dona Côysa. É que a senhora deu uma leve engordadinha…

DONA CÔYSA: COMO É QUE ÉÉÉÉ!!!!??????? Ò.Ó

Balneária (meio sem graça): Calma, Dona Côysa… hehehe… não se estressa não, dona costureira.

DONA CÔYSA: Balneária, essa senhora disse que eu tô gorda!

BALNEÁRIA: Relaxa, Dona Côysa! Vamo combinar que a senhora tá passando por uma situação estressante nos últimos dias, e acabou afogando as mágoas num tigelão de bombons de chocolate, fala a verdade…

DONA CÔYSA: Pior que é isso mesmo… ='(

BALNEÁRIA: A senhora fique calma que eu já mudei o número do seu celular. Encheções de saco sumirão para sempre!

DONA CÔYSA: Deus te ouça, Balneária! Deus te ouça!

Poucos minutos depois, barulhos de palmas passam a ser ouvidos do lado de fora do ateliê da costureira.

COSTUREIRA: Quem será o boçal? Será que não viu que tem campainha?

BALNEÁRIA: Quer que eu atenda, dona costureira?

COSTUREIRA: Isso, minha filha. Atende lá pra eu agilizar aqui pra sua patroa…

Balneária vai até a porta, abre e fecha a porta rapidamente. Fica apavorada.

BALNEÁRIA: Dona Côysa, a casa caiu! Quem tá ali fora é o Claudição, o tal do filho do namoradinho da senhora… tá lá em baixo de novo!

DONA CÔYSA: Como é que é!? Mas é muita insistência mesmo, hein!

BALNEÁRIA: Quê que a senhora vai fazer?

DONA CÔYSA: O que eu já devia ter feito… acho que vou enfrentar essa situação de frente!

BALNEÁRIA: Como assim, Dona Côysa!?

DONA CÔYSA: Avisa aquele patife que eu vou lá fora conversar com ele!

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E agora? O que será que Dona Côysa vai dizer ao pobre Claudição? Não perca o próximo capítulo de CÔYSAS DA PAIXÃO.


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