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CÔYSAS DA PAIXÃO [Capítulo #15] – O novo noivado



ARTEMÍSIO: Por isso eu pensei numa apresentação muito mais interessante! Muito mais… cheia de frescor, sabe?

CLAUDIÇÃO: Papai, chega disso! Por favor…

ARTEMÍSIO: Eu vou colocar uma beca, e cantar uma música do Frank Sinatra pra minha amada Coysinha. O quê que você acha? =)

CLAUDIÇÃO: Eu acho péssimo, papai! PÉS-SI-MO!!! Chega de Dona Côysa! O senhor ainda não percebeu que ela não gosta mais do senhor?

ARTEMÍSIO: Como você pode falar uma bobagem dessas? Eu só não fui muito feliz na abordagem. Mas o amor que a Coysinha sente por mim é forte, constante e intenso. Só não vê quem não quer! U_U

CLAUDIÇÃO: Alguma coisa que eu disser ao senhor vai fazer com que mude de ideia?

ARTEMÍSIO: Não ^_^

CLAUDIÇÃO: Ai, tá bom… então como eu posso ajudar o senhor dessa vez?

ARTEMÍSIO: Eu preciso decorar essa música aqui ó… e eu preciso da sua ajuda. Depois eu vou complementar com a dança.

CLAUDIÇÃO: O senhor pegou da internet?

ARTEMÍSIO: Sim, sim… é um clássico do Frank Sinatra. Se chama “Côme Fli Uite Mê”… eu adorava essa música quando era criança… ^_^

CLAUDIÇÃO: “Côme Fli Uite Mê”? É… começamos bem… ¬_¬

Tempos depois, na mansão dos Dinheireri.

Dona Côysa, dentro da piscina há mais de 5 horas, não sai dela por nada. Seu José Roberto fica muito incomodado com aquilo. Balneária, a seu turno, faz as reservas de bufê usando um tablet.

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Agora temos uma baleia nessa casa, que não consegue sair da água?

DONA CÔYSA (petulante): Olha, vovô Dinheireri… não tem baleia aqui porque baleia vive na água salgada. Mas se o senhor quiser chorar um pouquinho aqui na piscina pra salgar a água, pode ficar à vontade.

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Como você consegue ser tão desclassificada, hein minha filha!?

DONA CÔYSA: Quanto mais o senhor fala mal de mim, mais a minha bunda cresce!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Vulgarzona!

DONA CÔYSA: Velho babão!

BALNEÁRIA: Calma, gente! Vocês precisam aprender a conviver!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Eu não vou conviver com essa mulher de quinta categoria jamais! E você fique esperta, que se realmente conseguir se casar com meu filho eu vou fazer da sua vida um inferno!

DONA CÔYSA: Eu faço da sua um inferno antes, velho recalcado! Vai vestir uma rendinha de crochê, vai!

José Roberto sai de perto da piscina bufando.

BALNEÁRIA: Puxa vida, Dona Côysa! Acho que a senhora pegou pesado, hein!

DONA CÔYSA: Cansei, Balneária! Quando não é aquele insolente do Artemísio é esse velho insuportável! Quando é que minha vida vai ficar só maravilhas, hein!?

BALNEÁRIA: Quando? Sexta-feira! Dia do seu re-noivado com Dr. Dinheireri! Pode celebrar!!! ^_^

DONA CÔYSA: Puxa vida! Eu nem acredito!!! Tá quase chegando na hora do meu final feliz!! Eu tô me sentindo tão realizada!

BALNEÁRIA: Ah, a senhora merece Dona Côysa!!!

Passam-se os dias, e chega, finalmente, a festa de re-noivado de Dr. Dinhereri e Dona Côysa. Os convidados chegam aos montões, todos vestidos de gala. A decoração da mansão Dinheireri é um luxo só. Mesmo o seu José Roberto, que não concorda nem um pouco com o que está prestes a acontecer ali, está vestido com muita elegância.

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Filho… sabe quem eu vi aqui na festa? A filha do meu amigo visconde, Rosa Maria Ruy Barbosa de Sá Bornhausen-Dellacroix. E, como eu desconfiava, ela tá sem namorado.

DR. DINHEIRERI: E daí, papai!?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Você ainda pode evitar esse desatino. Esquece dessa tal Dona Côysa, e investe nessa menina!

DR. DINHEIRERI: Eu já falei que não, caramba! Aceita logo, papai!

Enquanto isso, perto da piscina, Dona Côysa e Balneária traçam as últimas diretrizes para um plano de emergência…

DONA CÔYSA: Contratou os jagunços com metralhadora que eu pedi?

BALNEÁRIA: Então, Dona Côysa…

DONA CÔYSA: Ihhh… quando começa com “então” é porque lá vem incompetência!

BALNEÁRIA: Os jagunços eu consegui… mas as metralhadoras não deu pra comprar.

DONA CÔYSA: Mas como não?

BALNEÁRIA: Aquele meu ex-peguete que era traficante… morreu, né Dona Côysa. Eu nem sabia que ele tinha morrido, senão eu nem falava com a senhora sobre isso!

DONA CÔYSA: Escuta aqui! Se o Artemísio tentar alguma coisa hoje, eu quero que, no mínimo, esses jagunços caiam em cima dele na porrada, cê tá me ouvindo bem?

BALNEÁRIA: Pode deixar, Dona Côysa! Ninguém mais vai impedir o noivado da senhora com o Dr. Dinheireri!

Enquanto isso, no Morro do Rato Morto…

ARTEMÍSIO: E aí, filho! Tá bonito o meu terno?

CLAUDIÇÃO: O terno tá, pai… mas… sei lá! O senhor vai mesmo insistir nisso?

ARTEMÍSIO: Claro, meu filho! É o grande amor da minha vida que está em jogo!

CLAUDIÇÃO: Papai, acorda! Ela tá dando uma festa de noivado hoje! Ela já tá morando com o noivo! Game Over, papai! Ela não tá interessada no senhor!

ARTEMÍSIO: Nossa, como você é cego, meu filho!

CLAUDIÇÃO: EU QUE SOU CEGO? o.O

ARTEMÍSIO: Essa mulher exala amor por mim! O olhar dela mostra que aquela paixão que ela sempre sentiu por mim permanece viva, nunca morreu e nunca morrerá. E quando nós dois estivermos mortos, ainda assim, nossa paixão arrebatadora fará com que a gente inunde de amor todas as nuvens do céu! Só não vê quem não quer!

CLAUDIÇÃO: Ai, papai! Eu desisto… vai lá tomar outro toco daquela mercenária, vai!

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E agora? Será que, dessa vez, Artemísio consegue reconquistar Dona Côysa? Ou será que, dessa vez, ela consegue finalmente se casar com Dr. Dinheireri? Não perca as surpresas e as fortíssimas emoções do último capítulo de CÔYSAS DA PAIXÃO!!!

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