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CÔYSAS DA PAIXÃO [Último Capítulo] – Segredos e revelações


O baile de re-noivado está cheio. Todos estão comendo, bebendo e se divertindo. Uma banda toca jazz e música requintada. Chega, por fim, o auge, e Dr. Dinheireri pede para que a banda pare de tocar a música.

DR. DINHEIRERI: Por favor, gente… um minutinho de atenção aqui! Coysinha… vem aqui do meu lado, por favor…

DONA CÔYSA: É pra já, meu bem! ^_^

Seu José Roberto Dinheireri olha a cena se mordendo de tanta raiva. Dona Côysa não só não se incomoda com ele como também tripudia.

DR. DINHEIRERI: Vocês devem se lembrar daquele lamentável episódio que impediu a conclusão de meu casamento com esta, que é a mulher da minha vida. Não é mesmo? Mas isso agora é página virada! Eu quero hoje, aqui, refazer meu noivado com essa maravilhosa jovem senhora, Maria de Jesus Côysa da Silva, muito carinhosamente conhecida por todos nós como Dona Côysa.

DONA CÔYSA: Ai, Dindim! Você tá me deixando tão contente hoje!

DR. DINHEIRERI: Queria deixar ainda mais, meu amor. Eu fiz uma encomenda de um colar de diamantes cravejado de pérolas negras. Infelizmente, ele ainda está retido na alfândega. Mas, vejam no telão, que feliz espécime da joalheria mundial.

Os convidados ficam maravilhados com a reluzência do colar mostrada na foto do telão. Logo, começam a bater palmas, enquanto Dona Côysa, emocionada, apenas sorri para seu noivo.

DONA CÔYSA: Eu tô tão emocionada, gente! =')

Nesse instante, Artemísio irrompe a festa, com uma rosa meio murcha na mão, terno e gravata no corpo e muita cara de pau.

ARTEMÍSIO: Coysinha, meu amor! Eu vim para fazer levantar essa paixão antiga que sei que ainda mora nesse coração!

DONA CÔYSA: CRETINOOOOOOOO!!!! ò.Ó

ARTEMÍSIO: Eu vou agora, cantar uma música para você, e ela vai entrar no seu coração como uma flecha em chamas do cupido, rasgando a flor da pele em emoções…

DONA CÔYSA (muito irada): VOCÊ NÃO VAI CANTAR NADA, SEU INFELIZ!!! Jagunçada! Come esse cretino de porrada, que eu quero ver ele voar daqui!!!! Ò.ó

Pelo menos vinte caras fortões saem de todo canto e vão para cima de Artemísio, causando confusão generalizada. Artemísio leva sopapo atrás de sopapo, e logo começa a perder as peças da roupa por ali. Perde um sapato, a gravata, o terno…

ARTEMÍSIO: SOCORROOOOO!!!

DONA CÔYSA: Desce o cacete nesse cretino!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Mas que absurdo é esse, Joãozinho! Você vai deixar que essa sua noiva mequetrefe transforme nossa casa nessa rinha de galo?

DR. DINHEIRERI: Não tem outro jeito, papai!

ARTEMÍSIO: SOCORRROOOO, SOCORRROOOO!!!!

A roupa de Artemísio se rasga, e logo se vê uma marca de nascença debaixo de seu ombro direito. É uma pinta escura levemente parecida com uma coroa real. Seu José Roberto fica em estado de choque. E logo grita:

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: PAAAARAAAA TUDOOOOOOO!!!!!

Os jagunços param e seu José Roberto vai até Artemísio. Ele está todo regaçado, mas ainda consegue conversar.

DONA CÔYSA: Mas o quê que tá acontecendo aqui?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: A marca! … a marca!!

DONA CÔYSA: Que marca?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Essa marca no ombro dele!!

DR. DINHEIRERI: Quê que tem essa marca, papai!?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: É uma marca de família!!

Os convidados se surpreendem: [OOOOOOOOOOOHHHH!!!]

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Vejam! [José Roberto tira levemente a camisa] Eu também tenho essa marca! Meu pai, meu avô, meus irmãos… todos têm essa marca!

DR. DINHEIRERI: Eu não tenho essa marca!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Claro que não tem! E sabe por quê? PORQUE VOCÊ NÃO É MEU FILHO DE VERDADE!!!

Todos se surpreendem: [OOOOOOOOOOOHHHH!!!]

BALNEÁRIA: Como é que é?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Meu filho foi roubado pela avó materna, aquela desalmada! Ei… ow… ô… rapaz, sua avó por acaso se chamava Epifânia das Dores?

ARTEMÍSIO: Epifânia das Dores Guerrero de Las Cucarachas!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Ela mesmo! Aquela! Aquela… ladra de crianças! Meu Deus do Céu! Você é meu filho! Meu filho que eu achei que nunca encontraria!

DR. DINHEIRERI: Ei… e eu?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Você é filho da Genoveva, a costureira que fez o vestido pra sua noiva! Ela ficou grávida de um ladrão de galinha e não tinha como criar o moleque. Como eu tava jururu porque tinham roubado o meu filho, eu resolvi pegar você pra criar. Mas você nunca foi meu filho! Esse senhor… esse (choroso) Artemísio… é que é… meu filho!

ARTEMÍSIO: Tamo aí na atividade, né… papai =)

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: VOCÊS BATERAM NO MEU FILHO!!! ò.Ó

DR. DINHEIRERI: Mas como eu poderia saber, papai!

DONA CÔYSA: É, seu Zé Roberto! Como a gente poderia saber!?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Não me chama mais de pai! E você, Dona Côysa, nunca mais me dirija a palavra!

ARTEMÍSIO: Mas essa surra foi boa, pelo menos, pra eu entender que amores do passado são amores do passado…

BALNEÁRIA: PERAÍ, PERAÍ… Ninguém fala nada! Então, seu José Roberto… o verdadeiro filho do senhor é o seu Artemísio!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI (emocionado): Exatamente!

BALNEÁRIA: Ahhnnnn tá… então… ô… Seu Artemísio, o senhor quer casar comigo?

ARTEMÍSIO: Ah, quero sim =)

BALNEÁRIA: Legal ^_^

DONA CÔYSA: Mas o quê que acontece agora?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Acontece que todo o patrimônio que passei pra você, Joãozinho, não te pertence mais! É tudo do Artemísio agora!

DR. DINHEIRERI: Mas isso não pode ser verdade!? =O

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: E você não ouse mais usar o sobrenome Dinheireri! Você é apenas um Joãozinho!

JOÃOZINHO: Não! M… mas… mas papai!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Vem, Artemísio! Dá um abraço nesse seu velho e cansado pai!

ARTEMÍSIO: Não precisa pedir duas vezes!

Artemísio e seu José Roberto se abraçam, muito emocionados. Meio como quem não quer nada, Balneária entra no meio e também abraça os dois.

ARTEMÍSIO: Quer dizer que… que… que eu sou o verdadeiro Dr. Dinheireri!?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Exatamente, meu filho!

JOÃOZINHO: Alto lá! Doutor você não é, porque eu estudei muito pra conseguir todos os meus diplomas.

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Estudou porra nenhuma! Eu é que tive que subornar Deus e o mundo pra fazer você conseguir esses diplomas! Foi assim desde o jardim de infância!!! U_U

JOÃOZINHO: Não pode ser!

DONA CÔYSA: Eu que digo! Não pode ser!!!!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Vocês dois desapareçam da minha casa! E você, meu filho… a partir de hoje, venha morar aqui! Essa casa é e sempre foi sua!

ARTEMÍSIO: Posso chamar meu filho pra vir também!?

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: OH! E ainda vai me dar um neto! É muita emoção pra uma noite só! *___*

DONA CÔYSA: Eu que o diga… ¬_¬

BALNEÁRIA: Agora… errr… Artezinho, vem comigo que eu vou te levar pra hidromassagem, tá? Vou preparar um banho bem relaxante pra você se recuperar dos seus ferimentos.

ARTEMÍSIO: Puxa vida, que noiva de ouro eu arrumei *_*

Artemísio sai do chão e vai com Balneária, abraçado. Os dois sobem as escadarias, sob o olhar raivoso de Dona Côysa.

DONA CÔYSA (sussurrando): Traidora! ò.Ó

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: E vocês dois, hein!? Seus imprestáveis? Já deviam ter sumido daqui.

JOÃOZINHO: Eu não tenho pra onde ir!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: O motorista vai pra casa do Artemísio buscar o meu neto para morar com a gente. Vocês podem aproveitar e ficar por lá. Pelo que ouvi falar, é uma espelunca à altura de vocês!

JOÃOZINHO: Isso não pode estar acontecendo!

DONA CÔYSA: Anda, Joãozinho… vamo logo subir o morro, que é o que tem pra hoje! Eu também já não aguentava mais olhar pra cara desse velho imprestável!

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Parece que as coisas mudaram, não é mesmo? XD

DONA CÔYSA: Mansãozinha fuleira…

JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Chora, recalcada! Chora que o choro é livre!!! ;-)

Dona Côysa fecha um álbum de fotos. Perto dela estão duas meninas, Sara e Amelie, cada uma filha de um de seus filhos…

DONA CÔYSA: E foi assim que eu e o vô postiço de vocês viemos morar aqui no Morro do Rato Morto! Lá se vão quase 10 anos desde que a gente se mudou pra cá, sabe? No começo foi difícil, mas a gente acabou se acostumando.

SARA: Caramba, hein vovó! Ainda bem que nossos pais continuaram lá na Europa!

AMELIE: Nem fala, prima! Isso aqui só serve mesmo pra vir passar férias. E só lá de vez em quando, pra fazer aventura…

DONA CÔYSA: Vocês estão muito metidinhas, vocês não acham não?

SARA: Olha aqui, prima! Eu googlei o nome dessa tal de Balneária, dá uma olhada!

AMELIE: Uau! Vice-presidente da Dinheireri Corporation e Gerente de Inovação do Banco Financial Dinheireri LTDA. E o tal do Artemísio é o Presidente, enquanto o tal José Roberto é presidente de honra! Olha só!

SARA: Daqui uns 5 anos acho que vou mandar meu currículo pra lá!

DONA CÔYSA: Nossa, minhas netinhas! Como vocês estão chatas, materialistas… Vocês não deviam dar valor a essas frivolidades de dinheiro, não! A felicidade, minhas queridas netinhas, está em ter o valor das pequenas coisas. Dinheiro não traz felicidade nenhuma. Nenhuma, ouviram bem? NE-NHU-MI-NHA!

SARA: Amelie, olha a cara da infeliz! (mostra uma foto de Balneária toda gata e sorridente).

AMELIE (irônica): Uau! Infelicíssima, hein!

Sara e Amelie riem…

DONA CÔYSA: Suas materialistazinhas! ò.Ó Eu contei minha história pra vocês aprenderem a dar valor às coisas do coração!

Sara e Amelie saem correndo e rindo. Joãozinho (ex-Dr. Dinheireri), chega com aquela cara de quem fez besteira.

DONA CÔYSA: Ah, não… Joãozinho! Multa de novo?

JOÃOZINHO: Foi mal, Coysinha! Eu ainda não me desacostumei a andar correndo igual doido por aí! Antigamente era só subornar uns guardas que tava tudo certo…

DONA CÔYSA: Mas é o fim da picada, viu! Deixa eu ver esse talão…

Joãozinho entrega o boleto da multa.

DONA CÔYSA: Mas isso é uma pequena fortuna! Não dá pra pagar isso nem vendendo meu rim! ò.Ó

JOÃOZINHO: Calma, Coysinha! Eu vou dar um jeito nessa bagaça!

DONA CÔYSA: Amelie e Sara! Parem de correr na sala! Agora! ò.Ó

… E viveram barraqueiros para sempre!

FIM




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