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A minha parte eu quero é em dinheiro

Quem não nasceu em Palheireireiros e não ganhou bons milhão na Mega da Cilada, sabe bem o que é ver o sol nascer espremido, junto com a galera do mercedão. Dinheiro na mão é vendaval, é só pagar bem que eu chupo até seu picolé de tamarindo, que não é assim tão doce.

Existem vários métodos para se conseguir dinheiro, o mais conhecido é trabalhar com o corpo inteiro. Outro, bastante antigo, é colocar só algumas partes bem específicas para trabalhar. Às vezes, a parte escolhida é o cérebro. Raramente, para ser sincero.



Começo de ano, geralmente, é uma época que inspira muita esperança. Quem não tem um emprego, para de empurrar com a pança. Com dinheiro no bolso você pode pegar todas as suas esquisitices e converter em "excentricidades". O rico coleciona Ferraris, o pobre coleciona latinhas e o muito pobre coleciona boletos.

Boletos de todo tipo, de toda cor. Com avisos de corte, encarte com promoção, colorido e preto e branco. Quem for, por favor, abrir o Museu do Boleto, me chama pra ser bilheteiro.

Combata o boleto com um emprego.


Enquanto alguns colocam o cérebro para trabalhar em equipe, outros dão um jeito de pôr o cérebro pra trabalhar com quem não trabalha com isso. E essa é a mistura do Brasil com o Egito.

Esquemas de pirâmide são uma coisa muito intensa. Quem entra, embarca na promessa de que ficará rico como um faraó. No fim das contas, acaba mais depenado que uma múmia.

E assim, geralmente, termina a viagem rumo ao semáforo, com balinhas de goma de milho a tiracolo. 




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A seção Crônicas com gosto de romã mistura textos temáticos com fragmentos de tirinhas das romãs Cleer, Cleen & Claus. Prestigie as tirinhas na íntegra, clicando aqui.


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