ENVOLVENTE SUCESSAGEM [Capítulo #22] – Vivendo nas Bahamas



Dona Sarityellen acorda e se espreguiça. Vai ate a sacada da janela de sua mansão. Abre a porta e dá de cara com um mar límpido. Abre aquele sorrisão safado.

DONA SARITYELLEN: Aaaah! Isso sim é que é vida!

Uma mulher de trinta e poucos anos se aproxima, empurrando um carrinho com uma bandeja e entrando no quarto. É a nova empregada. Ela é sutil, mas, mesmo assim, dá um sustinho em Dona Sarityellen.

PANELICE: Perdoe-me, senhora. Não foi minha intenção assustá-la.

DONA SARITYELLEN: E-e-eu… eu não me assustei coisíssima nenhuma. De qualquer forma… hmmmm… esse uniforme…

PANELICE: Permita-me apresentar, dona Kate Diana Elizabeth… me chamo Panelice, e fui designada pela agência a ser sua nova empregada.

DONA SARITYELLEN: Uau! E você fala português!

PANELICE: Eu sou brasileira. Sou de Piraporinha da Paçoca Aparecida, interior do Rio Grosso Gerais do Sul.

DONA SARITYELLEN: Olha só! É perto de Vila dos Bairros, não é!?

PANELICE: A senhora conhece Vila dos Bairros, Dona Kate Diana!? Que coisa! Uma mulher tão chique, tão classuda…

DONA SARITYELLEN: Ahmmm… errrr… passei por lá uma vez pra fazer rapel. Mas isso não interessa…

PANELICE: Perfeitamente, Dona Kate Diana. Pois bem… o senhor Jabiédisson já me disse mais ou menos as suas preferências e eu trouxe o seu desjejum.

DONA SARITYELLEN: Quem!?

PANELICE: O senhor Jabiédisson Glaudemar… seu filho.

Dona Sarityellen se lembra de que estão usando identidades falsas.

DONA SARITYELLEN: AAAAAAAAAAH, Claaaaro! É que eu não tinha ouvido direito.

PANELICE: Posso comprar um cotonete se a senhora quiser.

DONA SARITYELLEN: Não será necessário. (Começa a dispensar Panelice) Eu agradeço pelo desjejum, certo serviçal!? Agora pode sair vazada pra não me dar alergia.

PANELICE: A propósito, Dona Kate Diana. Chegou essa correspondência aqui, pra senhora.

DONA SARITYELLEN: Pra mim?

A dondoca fica meio cabreira de pegar a correspondência. Mas acaba pegando por imaginar que não tem mais opção.

PANELICE: Deve ser carta de boas vindas da prefeitura, ou algo assim.

DONA SARITYELLEN: Verdade… hehehe… deve ser isso mesmo ^_^

Dona Sarityellen abre o envelope. Tira o bilhete de dentro e o lê, em silêncio.

PODE MUDAR DE NOME E DE PAÍS. CONTINUO DE OLHO. NA CONTAGEM REGRESSIVA PRA VER VOCÊ SE LASCAR.

Dona Sarityellen fica pálida.

PANELICE: Dona Kate Diana? A senhora está passando bem?

DONA SARITYELLEN: Sim, Panelice! Estou ótima! É exatamente o que você disse que seria. Um lindo bilhete de boas-vindas =)

PANELICE: Que fofo! Deixa eu ver.

DONA SARITYELLEN: NÃO VAI VER NADA NÃO, SUA ABELHUDA! Ò___Ó
Ora, mas tinha que ser brasileira mesmo, aff… some daqui, serviçal! Xô, xô!

PANELICE: Sim, Dona Kate Diana…

Enquanto isso, em Vila dos Bairros…
A prefeita Fafécia vai à delegacia de Del Rêgo. Ela comenta sobre a fábrica de bombas.

DELEGADO DEL RÊGO: Eita que a notícia de que eu cheguei se espalhou rápido, hein!

FAFÉCIA: Óbvio, delegado. Todos sentiram muito a sua falta. Mas e então? Notícias sobre a empresária fujona?

DELEGADO DEL RÊGO: E por que eu as dividiria com a senhora?

FAFÉCIA: Ai, credo! Só queria saber, seu grosso! U_U

DELEGADO DEL RÊGO: Se é só isso que você tinha a perguntar, já tem minha resposta.

FAFÉCIA: Não. Precisamos falar sobre a fábrica de bombas que se instalou onde era a antiga fábrica de camisinhas. Um funcionário de lá veio ao meu gabinete denunciar que coisas muito estranhas acontecem por ali.

DELEGADO DEL RÊGO: É o fantasma do finado Halvarino? Se for, chama a Márcia sensitiva.

FAFÉCIA: Claro que não, seu delegado! Mas bem… parece que eles podem estar mexendo com coisas erradas. O senhor não teria como averiguar.

DELEGADO DEL RÊGO: Droga. Nunca mais tive quinze minutinhos pra coçar o saco =’(

De volta às Bahamas
Interior da casa que Rodolfo Reginaldo mandou preparar para Tabatah Soraya (Mistiane).

RODOLFO REGINALDO (já chega beijando): E aí, minha gostosa! Gostando da sua casa nova?

MISTIANE: Na verdade, não muito… meio… sei lá… muquifoso, perebento…

RODOLFO REGINALDO: ESSA É UMA DAS MELHORES CASAS DE NASSAU, SUA INGRATA!!! o_O

MISTIANE: Ai, tá bom… gostei, gostei… mas gostar mesmo eu vou gostar quando VOCÊ ME LEVAR PARA A SUA CASA E ME APRESENTAR PARA A SUA MÃE!!! U_U

RODOLFO REGINALDO: Glup!

MISTIANE: Você não ouse me enrolar Rodolfo Reginaldo!

RODOLFO REGINALDO: Eu… eu juro que não vou te enrolar, Tabatah Soraya… mas… eu só te peço mais uma coisa. A partir de agora me chame de Jabiédisson Glaudemar.

MISTIANE: Jabi… ja-oquê?

RODOLFO REGINALDO: Jabiédisson Glaudemar! Se te perguntarem sobre Rodolfo Reginaldo da Assunção Fofada, diga que ele morreu. Esse é meu nome agora.

MISTIANE: Mas, mas…

RODOLFO REGINALDO: E NÃO ME PERGUNTE MAIS NADA!!!

Enquanto isso, num aeroporto em São Paulo
Risoleta, no alto de sua ingenuidade, vai perguntar tentar comprar uma passagem de avião.

RISOLETA: Moça, quanto custa uma passagem só de ida para Nassau, nas Bahamas?

ATENDENTE: Pra que dia?

RISOLETA: Pra já!

ATENDENTE: 5500 reais, senhora!

RISOLETA: Nossa, que facada! Rsrsrs… eu só quero viajar, dona. Não quero comprar o avião no crediário não.

ATENDENTE (meio sem paciência): Certo… PRÓXIMOOOO!!!

RISOLETA: Peraí… moça… eu não posso pagar com o corpo não?

ATENDENTE: OOO QUÊÊÊÊ???? ◉_◉

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E agora? Risoleta conseguirá comprar a passagem pagando com o corpo? E Mistiane? Conseguirá por fim a seu plano? Dona Sarityellen irá se livrar dos bilhetinhos? Não percam o próximo e surpreendente capítulo de ENVOLVENTE SUCESSAGEM. E Feliz Ano Novo!


Mestre Risada Forçada®

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