ENVOLVENTE SUCESSAGEM [Último Capítulo] – A sucessagem só começou



O povo na praça de Vila dos Bairros fica cada vez mais furioso

ALGUÉM DO POVO: Vem tirar satisfação com a gente, Seu Alba!

OUTRA PESSOA DO POVO: Aparece aqui, seu salafrário!

SEU ALBA: Eu preciso pensar em alguma coisa, eu preciso pensar em alguma coisa! Minha nossa, e esses barulhos esquisitos de helicóptero!? Parecem estar prestes a cair!

O helicóptero com Mistiane e Dona Sarityellen continua rodando no ar, completamente fora de controle.

MISTIANE: É tudo culpa sua, Dona Sarityellen!

DONA SARITYELLEN: Tudo culpa do meu marido, isso sim! Se ele não tivesse deixado a fábrica à beira da falência eu não teria tido aquela ideia de jerico de fazer camisinha usando chiclete mastigado, e nada disso teria acontecido.

MISTIANE: Ideia de jerico mesmo! U_U

COMANDANTE MAICON DOUGLAS: Até pra morrer vocês são barraqueiras, suas barraqueiras!?

MISTIANE e DONA SARITYELLEN (juntas): Não enche o saco!

COMANDANTE MAICON DOUGLAS: Se você tem bronca do seu falecido marido, então se prepara! Daqui a pouco você vai poder encontrar ele pessoalmente e tirar toda essa história a limpo.

DONA SARITYELLEN: Droga… e eu nem comprei o creme para a pele à base de caviar que pretendia comprar em Miami.

MISTIANE: Será que na próxima encarnação eu consigo virar pilota de helicóptero!? Gostei disso aqui, viu!

DONA SARITYELLEN: Verdade! Eu vi o comandante mexendo nos botões ali, parece divertido…

COMANDANTE MAICON DOUGLAS: Minha santa paciência ¬¬’

E o repórter Clodomiro Farinhão continua narrando ao vivo o que vê de seu helicóptero.

CLODOMIRO FARINHÃO: O helicóptero sobrevoa a pequena cidade de Vila dos Bairros. Continua sem controle. Tá perigoso aquilo ali. Ele tá entrando em parafuso! Vai cair gente. Ele tá prestes a cair sobre a antiga fábrica de camisinhas, onde agora funciona uma fábrica de bombas! Ele vai cair! Ele vai cair!

BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM






A queda do helicóptero bem em cima da fábrica de explosivos cria uma explosão imensa. É tanto material escabroso na fábrica de bombas que a explosão se expande por um raio de quilômetros, engolindo tudo ao redor – inclusive o helicóptero em que estava Rodolfo Reginaldo – e varrendo Vila dos Bairros do mapa.

COMANDANTE EMILSON: MAY DAY, MAY DAY, NÓS VAMOS CAIR!

CLODOMIRO FARINHÃO: Como assim “vamos cair”, Comandante Emilson!? A explosão é lá lonjão!

COMANDANTE EMILSON: O Urubu de Meu Louro já tava debilitado. Com o calor dessa explosão, fião… JÁ ERA!!!

CLODOMIRO FARINHÃO: AAAAAAAAAAAAHHHHHH!!!!

A transmissão é encerrada subitamente.

RISOLETA (na frente do sofá, na Mansão Fofada, em Nassau): Gente, morreu todo mundo! Só eu sobrevivi e ainda fiquei com a grana toda… rsrsrs… ai, que final mais besta… rsrsrs… ADOREEEI!!!

PANELICE: A senhora quer que eu separe uma roupa de luto, Dona Risoleta!?

RISOLETA: Só se for um top bem pretinho pra usar com minha minissaia preta que deixa metade da bunda pra fora… rsrsrs… sou oficialmente uma viúva rica, meu amor! … rsrsrs… chora de inveja, Brasil!… geeeente! E pensar que teve capítulo que eu nem apareci!

PANELICE: A senhora está bem mesmo!?

RISOLETA: É… eu queria continuar casada, mas fazer o que, né… agora o riquinho mijão tem a eternidade inteira pra assistir às séries dele… rsrsrs… eu quero mais é mergulhar na hidromassagem, meu amor! Prepara um banho de sais lá, Panelice!

PANELICE: Pra já, Dona Risoleta!

RISOLETA: Aliás, vamos combinar umas coisas aqui. Em primeiro lugar, tira esse “dona”. É só Risoleta, tá!? Você não é mais minha empregada. A partir de agora você vai ser… deixa-me ver… a minha companheira de compras profissional… rsrsrs… uma coisa linda de Lindóia!

PANELICE: Será que dá certo, Dona… digo, Risoleta?

RISOLETA: É claro que dá, sua parva! Não gostou não, passa o emprego pra outra.

PANELICE: Eita, de forma alguma… vou adorar ser sua companheira de compras profissional =)

RISOLETA: Outra coisa… a partir de agora vou te chamar apenas de ‘Lice’. Nunca gostei desse nome ‘Panelice’. Me lembra “panela”, sabe?

LICE: Nossa, Dona Risoleta! Verdade! Nunca tinha percebido =O

RISOLETA: AAAAAAAI, QUE FRISSON!!! Ó… já marca uma festa com gogoboys pra daqui a 11 dias. Por mim fazia agora mesmo, mas como tem um pessoalzinho aí que vai pedir pra eu ficar de luto, vou fazer meu teatrinho pra eles… rsrs… e depois, meu amor… É FESTA DA PAULA, PAULA DENTRO, PAULA FORA!!! PRA SEMPRE NESSAS BAHAMAS!!! AAAAAAAAI, QUE DELÍCIA TROPICAL!!! CHUPA SOCIEDADE!!!

Onze dias depois…

Risoleta faz uma festa de arromba, regada a champanhe, conhaque e tequila, com a presença de Lice, algumas poucas amigas que fez desde que se mudou para as Bahamas e muitos, muitos, muitos gogoboys.

Ela só não contava com a presença de outro sobrevivente de Vila dos Bairros. Ele mesmo. Delegado Del Rêgo. Depois do fracasso em seu desempenho na missão para capturar Sarityellen, Del Rêgo se tornou ex-delegado.

Borocoxô e sem perspectiva, Del Rêgo vai se aproximando lentamente da mansão. Com um pouquinho de habilidade, dribla a segurança e consegue entrar na festa.

Risoleta fica assustada ao vê-lo.

RISOLETA: DELEGADO DEL RÊGO!!! o_O

DEL RÊGO: Não sou mais delegado =’(

RISOLETA: Nossa, que triste. AGORA, SOME DAQUI!

DEL RÊGO: Eu vim atrás do que é meu de direito!

RISOLETA: E teve! Meu “passa fora” é o que é seu de direito! U_U

DEL RÊGO: Eu e você somos os únicos ex-moradores de Vila dos Bairros que ainda estão vivos. Sendo assim, eu mereço parte do que é seu!!!

RISOLETA: Vê se pode uma patacoada dessas! Rsrsrs… o senhor tirou essa regra de que lei? A lei de Gaga? Rsrsrs…

Nisso, um gogoboy chamado Fredinho, que estava ao lado de Risoleta, começa a reconhecer quem está diante dele. Outro gogoboy, Claudinho, também o reconhece.

FREDINHO: Eu tô me lembrando de você!

CLAUDINHO: Verdade! Eu também estou!

RISOLETA: Nossa, gente! Fiquei com medo da ficha corrida de vocês… rsrs.

FREDINHO: Você é o Juliano Del Rêgo! Você foi gogoboy com a gente num clube de strip tease na Rua Augusta, lá em São Paulo.

DEL RÊGO: MENTIRA!!! FUI NADA DISSO NÃO!!! Ò_ó

CLAUDINHO: Foi sim! Eu lembro muito bem… você tinha um irmão, um tal de Anselmo Del Rêgo…

FREDINHO: Eu lembro também! O Anselmo Del Rêgo era delegado numa cidade chamada Rio das Pontes. Ele ficou bem doente e foi se tratar em São Paulo. Um dia você chegou no nosso apê chorando que seu irmão tinha morrido.

CLAUDINHO: Eu entendi tudo! Você assumiu o lugar do seu irmão, passou a se apresentar como delegado e, depois, pra não ser reconhecido, pediu transferência!

FREDINHO: E aí passou a usar só o sobrenome pra não dar muito na cara!

DEL RÊGO: Não!!! Mentira!!!

RISOLETA: Gente, então você é um impostor esse tempo todo!? Quem diria… rsrsrs… não é à toa que a delegacia era aquele pardieiro.

DEL RÊGO (choroso, desistindo de negar a história): Vocês precisam entender o meu lado… snif, snif… eu só queria ser um orgulho para os meus pais, como o Anselmo era… snif, snif…

RISOLETA: Eu não cheguei até aqui pra ter gogoboy impostor chorando pitangas no meu carpete importado. Some daqui, Del Rêgo! U_U

CLAUDINHO: É, some!

LICE: Deixa ela em paz.

FREDINHO: Some daqui, seu prego!

DEL RÊGO: Credo, gente… =’(

Del Rêgo sai da festa mais borocoxô do que entrou. Mas quando ele está saindo, acaba interpelado por uma senhora que chega correndo com um cartão de visita.

MELISSA: Ouvi que o senhor é gogoboy e vim te convidar pro meu casting.

DEL RÊGO: Que gogoboy, minha senhora! Não sou mais isso há muitos anos. Não sou mais gogoboy, não sou mais delegado, não sou mais nada… =’(

MELISSA: Credo, que depressamba!

DEL RÊGO: E me diz uma coisa… alguém lá tem vontade de ver um tiozão à beira dos cinquenta tirando a roupa num pole dance!?

MELISSA: MUITA GENTE!!! O que não falta na minha boate é cliente querendo ver gogoboys um pouco mais velhos, sabe!? Mais maduros, cabelos mais grisalhos…

DEL RÊGO (ficando mais feliz): Verdade!? =)

MELISSA: Isso mesmo! Depois você liga nesse telefone que tá aí no cartão.

DEL RÊGO: Vou pensar com carinho.

MELISSA: Se pensar demais a oportunidade passa… eu hein!

Del Rêgo a princípio recusa. Mas quando os primeiros boletinhos começam a chegar em sua casa, decide aceitar a oferta de Melissa, se tornando gogoboy de meia-idade na boate de Melissa.

Alguns meses depois, numa festa de Ano Novo, Risoleta vai à boate de Melissa e encontra Del Rego com uma tanguinha mínima, dançando num pole dance. Faz questão de deixar quinhentos dólares na lateral de sua tanga e lhe sorri, como se dissesse que não está mais com raiva dele.

Já amanhecendo o dia primeiro de janeiro, os dois conversam no balcão do bar.

RISOLETA: Essa vida de viúva rica é uma delícia tropical, Del Rêgo! Mas toda hora eu tenho que fazer alguma coisa nova pra não morrer de tédio… rsrsrs… dia desses resolvi escalar uma montanha aí no Canadá…

DEL RÊGO: Ah é. E chegou ao cume!?

RISOLETA: Não me fala de cume… rsrsrs… desmaiei no colo do instrutor da escalada. De lá pra frente, foi só xablau… rsrsrs…

DEL RÊGO: Hehehe… você não tem jeito mesmo!

RISOLETA: Ô, delegado…

DEL RÊGO: Sou mais delegado não, fia. Na verdade, nunca fui. E nem avisa isso lá no Brasil senão eu tô lascado!

RISOLETA: Ai como você me mata de tééééédio… não sabe brincar, não!? Vamos lá de novo… Ô delegado!

DEL RÊGO (entendendo a brincadeira): Diga, meliante!

RISOLETA: Eu furei um sinal vermelho, sabiaannnnn!?

DEL RÊGO: Ah, mas isso é muito grave… vou ter que prendê-la!

RISOLETA: Então me prende, vai! Rsrsrs… seu impostor de uma figa!

DEL RÊGO: Teje presa!

Os dois começam a brincar safadosamente…

RISOLETA: Ai, vai me prender na sua cela quente e úmida, delegado!?

DEL RÊGO: Não, não… quem vai ter que me prender é você. Senta e prende, senta e prende, novinha experiente… 🎶🎵






RISOLETA: Senta e prende, senta prende… 🎵🎶

DEL RÊGONovinha que é chapa quente! 🎶🎵

RISOLETA: Aaaai, que bissurdo! Rsrsrs… Chuuuuupa, sociedaddddeeeeeeeeeeee… rsrsrsrs





… e a sucessagem nunca mais deixou de envolver esses dois mequetrefes!


FIM

Mestre Risada Forçada®

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